Certa vez ela me disse que amava. Era feliz com isso e via o mundo com outros olhos, sentia-se involuntariamente feliz. A sua vontade de amar me contagiou e saí a procura de algo que me satisfizesse também.
Mas minha busca durou apenas o tempo suficiente de encontrá-la novamente, porém sozinha, desconsolada e com toda sua dor estampada em seus olhos.
O sofrimento a consumiu, e mesmo sem ter ouvido uma única palavra sobre o que ela sentia, entendi que o que a fazia sofrer era o mesmo amor que a fez feliz.
Foi aí que me perdi.
Não sabia se devia amar e experimentar a breve felicidade que esse sentimento pode proporcionar, ou simplesmente contentar-me com a solidão e poupar-me da dor.
(Danii Kollet)
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